E hoje?
Ahhhhh, hoje acordei e vesti a roupa nova, o tênis novo, o par de brincos e o anel novinho em folha...
Hoje me arrumei pra mim! Sem pensar se me achariam bonita ou não...
Hoje pessoas que nunca me olharam antes sorriram pra mim...
Hoje, logo cedinho senti-me amada... na verdade senti-me assim desde que nasci...
Hoje, no horário da seis horas e trinta minutos eu nasci novamente e até achei graça dos 2 patinhos na lagoa...
Hoje Deus me deu sinais de que tudo ficará bem...
Hoje eu só tenho agradecer por tudo e todos que passaram e passam pela minha vida...


"Hoje o dia amanheceu
Minha vida se transformou
Só preciso do que é meu
É prá isso que eu dou valor
É nessa que eu vou pra sossegar
Fazer música, falar de amor
Por que assim a vida fica mais alegre
Por que eu gosto, de ver voce feliz
Em suas terras vou plantar minha raiz
Nas suas águas, matar minha sede
Eu quero sentir o amor brotar de novo
Quero sentir o amor brotar
Eu quero sentir o amor brotar de novo
Quero sentir o amor brotar"
(Planta e Raiz)


E ontem:
Se eu chorar quando me telefonarem não se apavorem, deve ser o que chamam de inferno astral que assombra algumas pessoas antes de datas como essas, nem sempre é fácil fechar um ciclo! Parem de tentar me entender!


E hoje:
Se eu sorrir sem parar quando vocês me telefonarem não se surpreendam, deve ser o qua chama de alto astral que invade o coração de algumas pessoas em datas como esssas, nem sempre é fácil fechar um ciclo, mas é deliciosamente natural começar um outro! Ainda assim: Parem de tentar me entender! ME AMEM!!!!!!!
Bjocontinuemmeligando


Caros amigos, colegas, arregados, conhecidos, parceiros, enfim, caros leitores...
Eu sei que não me encontro na fase mais “faceira como uma Carocha Branca” de toda minha vida! Não apresento, nem de longe, o sorriso em meus lábios avantajados que distribuía com a maior facilidade para qualquer um que me contasse uma piada sem graça.
Dizem por aí que isso tudo está relacionado com a idade.
Concordo e discordo na mesma proporção, afinal, sou paradoxalmente assumida, sou uma eterna antítese de mim mesma!
Penso que não funcionamos como as frutas, que no auge de sua maturidade ficam deliciosamente apreciativas e passado um tempo apodrecem e perdem todo seu sabor ficando no esquecimento e aguardando o seu fim. Do mesmo modo, tenho que concordar que assim como as frutas amadurecidas precocemente, os homens (compostos de carne, osso e coração como eu) ficam prejudicados por terem sido forçados a um processo que não o natural, e por esse salto abrupto nas etapas essenciais acabam perdendo qualquer coisa ou coisa alguma pelo caminho.
Fui criança por muito tempo, por anos brinquei de bonecas, tive amigos invisíveis, brincava de ser a Xuxa, a Fada Bela, as mocinhas da novela, já fiz parto de mentira, pulava corda, inventei musiquinhas porque não sabia a letra, fiz show para meus pais, inúmeras cartinhas para minha mãe, colecionei papel de carta, enfeitei cadernos e tudo que tem direito...
Por muito tempo também fui adolescente. Adolescente do tipo boba, que não queria sair de casa por conta da espinha ou do tamanho desproporcional de minha bunda se comparadas aos meus seios. Do tipo que tem agenda, que sonhava com príncipe, que ouvia Sandy e Junior, que não perdia Malhação, que assinava Capricho, que acreditava tanto em horóscopo que até comprava um Guia Astral no início de cada ano, que fantasiava histórias, que se comunicava por meio de bilhetinhos com as amigas na sala de aula, que dançava sozinha no quarto, que chorava horrores, que fazia do cabelo o seu principal problema, que confundia seus sentimentos e os sentimentos dos outros...
Por tempo indeterminado terei que ser adulta, do tipo que terá inúmeras ocupações, que desejará um ou dois dias de 48h por semana, que ao alugar um filme vai pensar no preço da pipoca, que terá quádrupla jornada (trabalho, família, cachorro e casa), que se arrumará de forma fatal para agradar alguém, que por muitas vezes odiará ter nascido, que será ingrata com tudo que Deus nos dá, que se arrependerá em poucos minutos e se ajoelhará diante Dele em um pedido fervoroso de perdão, que gritará com pessoas, que perderá a educação algumas vezes, que sonhará eternamente, que viverá apaixonada por tudo, que ovulará por pelo menos mais 33 anos tendo no mínimo mais 396 crises de TPM, que vai esperar por presentes, que se frustrará, que se surpreenderá a cada dia, que vai pintar os cabelos pra esconder a idade que é condenada pelas mãos...
Ser adulto até que não é assim tão mal. Temos liberdade, podemos fazer nossos planos independentemente do que os outros pensam, geralmente temos controle das nossas finanças, e lá uma vez ou outra podemos observar outros efeitos benéficos.
Você pode ler e pensar que estou tendo uma visão pessimista disso tudo, que esses fenômenos são naturais e que são parte integrante e compositora da sintonia perfeita do ciclo da vida e blá blá blá... mas certamente vai concordar comigo quando digo que se tudo fosse menos doloroso seria bem melhor.
Toda vez que faço aniversário fico um pouco introspectiva. Reflito. Me irrito. Me acalmo. E passado algum tempo tudo volta ao normal. Estou um ano mais velha. E daí?

Não acharei graça quando travarem comigo, em momentos de infelicidade humana, o diálogo que segue:
“- Quantos aninhos?”
“- 22!”
“- Ahhhh, 2 patinhos na lagoa!”.

Lamentável para Guiga, Broxante para Mim, Desnecessário para todos...

Se eu chorar quando me telefonarem não se apavorem, deve ser o que chamam de inferno astral que assombra algumas pessoas antes de datas como essas, nem sempre é fácil fechar um ciclo! Parem de tentar me entender!


Bjomeliguem



Chega de me derreter...

Meu objetivo agora é escrachar...

Nos próximos capítulos começarei a destilar minha ironia "machadiana".

Aguardem!




Não!

No final do arco-íris não temos nada!

Nem duendes, nem pote de ouro!

Sabem onde ele fica?

Atrás do prédio onde eu trabalho!

Estão duvidando?

Eu vi, vi sim!!! Com esse olhos verdes e estralado que um dia uma série de microorganismos vão roer e lamber os dedos.

Maiores informações entrem em contato!

Não vou espalhar!



ALOHA



Foi uma decepção!



Dizem por aí, e garanto que devem ser pessoas que nunca passaram por alguma experiência como as que eu passo, que coração não dói... Quem inventou isso foi alguém desprovido de qualquer informação relacionada ao órgão vital para nossa sobrevivência.
Meu coração tem uma batida a mais, entrou no ritmo da época do meu nascimento e costuma funcionar conforme o ritmo carnavalesco da bateria da escola Beija-Flor. Em termos técnicos eu poderia dizer que tenho uma Extra Sístole Inocente, que como o próprio nome já diz, não mata ninguém, mas incomoda muito. Porém, no vocabulário corriqueiro daqueles que não possuem conhecimento de causa (e nem queiram, uma vez que isso se faz completamente desnecessário se não vivemos essa realidade) meu coração bate uma vez a mais que os “normais”, ritmando seria mais ou menos isso: TUTU – TU, TUTU – TU, TUTU – TU, TUTU – TU, TUTU – TU...
Eu sei, talvez minha tentativa de tornar meus batimentos cardíacos o novo enredo do Salgueiro não tenha sido muito eficiente, pelo menos musicalmente falando, mas acho que me fiz entender... Aliás, comecei esse texto cansativo e enorme para falar apenas de que coração dói, mas estou me embalando aos sons de bumbo, pandeiro, cavaco, cuíca e tudo quanto é instrumento que ele produz agora e escrevendo sobre a maior festa brasileira.
Voltando ao foco...
Meu coração têm se comportado de modo indisciplinado, não satisfeito de ser “o diferente”, de não ter qualquer batidinha, mas ter “as batidas” agora ele deu pra querer ser atleta. É como se um jamaicano pulasse obstáculos dentro de mim, impulsionado por uma fortíssima injeção de adrenalina, e ele começa a correr (ou galopar) sempre que é acionado por um disparo, um tiro, um sinal, que ele não sabe de onde vem. Isso quer dizer que além de indisciplinado, além de metido, meu coração é burro, louco ou, no mínimo, desorientado no que se refere à intuição, palpitação e sensação.
Quando menos espero lá está ele, correndo a 245678643187641231km/h sem nenhum pudor ou medo de ser multado. Lamentável e desconfortável ter um coração assim. Claro, prefiro ter um coração que bata uma vez a mais do que um que não bata nunca, mas poxa vida, pra que tanta eficiência?
O fato é que depois de tanto se exercitar, normalmente ele deixa algumas dores musculares fortes, e essa afirmação pode querer dizer que coração não dói, mas causa dor e pra mim isso já basta.
Só que confesso estar difícil de conviver com essa vidinha louca e oscilante que ele ta acostumado a levar. Se fosse levá-lo num psiquiatra, certamente seria diagnosticado como bipolar, neurótico e ele receberia doses cavalares de fluoxetina, reboxetina, paroxetina, nortriptilina (e todas as inas necessárias), seria dado como depressivo, dito um risco para humanidade, e como medida preventiva iriam interná-lo, afinal melhor não arriscar.
Mas quem deve cuidar dele não é psiquiatra, nem ao menos cardiologista, estou chegando à conclusão de que sou eu quem terá que puxar com rédias curtas esse galopante órgão vital, domá-lo e colocá-lo em seu devido lugar. Afinal, lugar de coração é batendo uma sístole, uma diástole, e bombeando sangue para todos os outros órgãos. O meu já é eficiente demais, e não contente quer manter contatos com meu cérebro para juntos atormentarem minha alma.
Ah pára né! Quer dizer, não pára não!

*ALOHA*

Do que eles dizem...

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
(Oscar Wilde)

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
(Luís Fernando Veríssimo)

Liberte-se da escravidão mental, nínguém além de você pode libertar sua mente.
(Bob Marley)

Quero ter alguém com quem conversar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim... Nada mais vai me ferir, é que já me acostumei, com a estrada errada que eu segui, com a minha própria lei...
(Renato Russo)

Do que elas dizem...

Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.
(Clarice Lispector)

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
(Lya Luft)

Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos-- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado)