Não sou muito boa em subjetividade. Talvez seja melhor fazer umas aulas com Mi, e depois me meter a escrever por entrelinhas. O fato é que hoje, especificamente hoje, gostaria muito de deixar de lado minha ironia com um quê machadiano (quanta pretensão...) e ser SUBJETIVA sim! Quem sabe com a subjetividade conseguiria expressar-me e me fazer entender, já que até o momento toda minha clareza e precisão têm sido inexatas e incompreensíveis para muitos. Outro dia, conversando com uma colega, disse que precisava de silêncio! Hoje, estou em silencio profundo que me atormenta! Já coloquei música do último volume permitido pelo meu computador, mas não consegui quebrá-lo, de modo que se uma manada de elefantes passa-se pela recepção onde trabalho agora, ainda assim permaneceria esse estado de ausência de sons. Acho que quero um silêncio diferente desse que relatei! Não quero ficar desprovida de todo e qualquer som, mas quero ter o direito de me privar daqueles que me desagradam e me causam desconforto. Bem como de abusar dos efeitos sonoros que me agregam a sensação de prazer. Quero ouvir: o mar, os pássaros, a música da alma, um reggae de raiz, a chuva da minha cama; o sol estralando a madeira... Quero abdicar-me: do computador iniciando, do telefone tocando, do ônibus lotado, do noticiário lamentável, das músicas que não gosto...


Quantas ondas inconstantes
E você do amor ainda distante
Quantas vezes você se viu sozinho
Quantas outras se perdeu no caminho
Mas a luz não podia te alcançar
E você via de longe
Jah não é mais um sonho não
E tudo que é real
Está bem ao seu alcance
(Ondas - Planta e Raiz - Zeider)
Sem mais...
ALOHA!



Só quatro dias úteis me separam do tão sonhado recesso escolar e institucional, o que me inclui no rol das pessoas que ficarão dias a fio sem fazer nada, e ainda bem devagar para evitar o cansaço...
Mas quando passar as festas de fim de ano? No que vamos pensar?
Acabou a lista de presente (bem na verdade restou uma Parati Surf, uma casa mobiliada, um celular novo, mais umas 14254251547 roupinhas que gostaria de ter, alguns acessórios, e uma viagem pra Indonésia, fazer o que se o Papai Noel também sofre com a crise financeira), me sobra disposição e quilinhos adquiridos com as ditas festas, e sinto um vazio de expectativas para meu futuro próximo. O que fazer em uma situação como essas?
Planejar o carnaval é lógico?

Como não posso ir pra Salvador pular atrás do trio da Ivete, nem assistir do camarote da Brahma, Kaiser, Nova Schin, ou de quaisquer empresas do gênero, o carnaval do Rio, começo minha busca enlouquecida por uma pérola, ou seja, uma casa próxima ao mar, que acomode confortavelmente o maior número de pessoas possível e que o preço seja uma pechincha.
Será que existe?
Olha, já estou desistindo de procurar e me conformando em reservar grande parte do meu salário de janeiro e fevereiro se quiser dar uma “passeadinha” em uma praia a 2 horas de minha cidade natal.
Ou então, uma maneira mais correta monetariamente, e na condição de quem ainda não usa dinheiro como papel higiênico, é aceitar o fato de disputar a tapa um espaço suficiente para cadeira, guarda-sol, bolsa e quem sabe para mim, nas areias do Rincão Beach, com outros falidos como eu, mas que preferem dizer que por ali estão apenas por não curtirem mesmo muita badalação.




Sem mais...

ALOHA



É verdade... O clima de férias finalmente se estabeleceu em mim e em todas as pessoas que me rodeiam! Na face de cada um vejo uma expressão de alívio! De missão comprida cumprida!

Os professores já entregaram as notas, os acadêmicos já sabem o resultado, e, passados ou não, as férias são inevitáveis e batem na minha porta todo dia pela manhã anunciando que só me restam mais 9, 8, 7, 6 dias úteis!

Foi uma longa caminhada para todos nós que agora desejamos dias de sol, cercados de amigos, ou desconhecidos!

É um bom momento para se curtir, e quando falo SE CURTIR, digo CURTIR A SI!

Chegou a hora de fazer aquela merecida hidratação nos cabelos, desencravar as unhas, visitar o bebê da colega que já completa 4 meses e ler aquele livro de fábulas...

É a hora de fazer tudo que não pudemos ao longo do ano porque os PCNs nos tomaram todo tempo que tínhamos planejado para isso!

É a hora também de refletir o consumismo do natal, mas se render ao mesmo e presentiar-se com algo que desejamos muito.

É hora de render-se também as superstições, pular sete ondas, comer uva, carne de porco e comprar uma calcinha nova da cor que signifique o que você almeja para 2009 e usá-la dia 31/12/2008.


CHEGOU AS TÃO SONHADAS FÉRIAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSS


Não temos outra opção a não ser aproveitar!


PS: Quero dizer que a Mi estava linda ontem, e que a premiação foi um arraso! Parabéns Pequena!



É, não estou muito inspirada... Talvez porque todas as produções textuais que tive de fazer, sobre coisas nem sempre interessantes, me tomaram boa parte da massa cinzenta restante...


Fico então com as músicas que traduzem o meu pensar e que conduzem o meu viver...


Ah... Eu gostaria de poder cantar a paz
Como realidade não um sonho
Poder ligar a T.V e ver exatamente o contrário
Do que eu vejo agora
E pelas ruas numa boa passear
Sem ter dentro da mente a paranóia
Eu olho pro futuro
E as crianças ai meu Deus o que eu faço agora?
É por isso que eu quero ouvir a voz de Deus
Na certa ele me manda uma canção
Que logo me livre dessa aflição
É só por isso que eu quero ouvir a voz do Senhor
Na certa ele me manda uma canção
Que livra o meu povo desse imensa dor

(Planta e Raiz)



*ALOHA*





Achei um 3x4 teu e não quis acreditar
Que tinha sido a tanto tempo atrás
Um exemplo de bondade e respeito
Do que o verdadeiro amor é capaz.
A minha escola não tem personagem
A minha escola tem gente de verdade
Alguém falou do fim do mundo,
O fim do mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um.
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme.
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão.
Quero viver a minha vida em paz.
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia.
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, vamos fazer um filme ?
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo
(Renato Russo)

Do que eles dizem...

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
(Oscar Wilde)

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
(Luís Fernando Veríssimo)

Liberte-se da escravidão mental, nínguém além de você pode libertar sua mente.
(Bob Marley)

Quero ter alguém com quem conversar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim... Nada mais vai me ferir, é que já me acostumei, com a estrada errada que eu segui, com a minha própria lei...
(Renato Russo)

Do que elas dizem...

Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.
(Clarice Lispector)

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
(Lya Luft)

Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos-- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado)